MARINA REVELA QUE “ADIAML” SE CHAMARIA “PANDORA’S BOX”

Confira a tradução da nova matéria e entrevista da Marina para a revista L’Officiel. Tradução por Alamberg Smytth e Bruno Sampaio.

Marina funde o passado e o presente em “Ancient Dreams In A Modern Land”

A cantora conversou com a L’Officiel sobre seu novo álbum, o olhar feminino, e os julgamentos das bruxas de Salem.

Nascida Marina Diamandis, e previamente conhecida como Marina And The Diamonds, Marina – maneira em que ela mononimamente é conhecida atualmente – construiu a sua carreira reimaginando o gênero Eletro-pop. Seu novo álbum “Ancient Dreams In A Modern Land”, que está disponível hoje, traz um olhar feminino para as faixas dançantes com a ajuda de uma fonte de inspiração inesperada.

Quando Diamandis estava apenas pensando em nomes para o álbum, ela inicialmente cogitou o título “Pandora’s Box” antes de mudar de ideia. Ela diz, “Eu senti que Ancient Dreams seria mais único. Ele meio que desperta esse sentimento mítico e intangível.”

O título foi inspirado em uma resenha feita pelo Los Angeles Times em 1988, presente na contracapa de um livro que ela estava lendo sobre o Japão. “O escritor estava tipo tentando descrever esse sentimento mágico de, imagino eu, observar elementos tradicionais ainda presentes na história e a paisagem enquanto vivemos nesse mundo tecnicolor, e isso é algo que eu sempre quis encapsular nos meus visuais de qualquer maneira. Então eu pensei, EU AMO ISSO! Eu escrevi esse título e depois acabei escrevendo uma música inteira sobre isso.”

Estranhamente, uma resenha de um livro dos anos 80 não é o lugar mais incomum em que a artista de “Venus Fly Trap” já encontrou inspiração para suas canções. Uma grande parte do álbum é dedicada a capturar a experiência feminina, especificamente a opressão das mulheres e da comunidade LGBTQ+ através da história. Um momento em particular da história em que ela buscou inspiração? O julgamento das bruxas de Salem.

“Eu acho que há paralelos em como tratávamos as mulheres no passado: como pessoas estranhas, ou não convencionais, que talvez nem estivessem de fato praticando bruxaria. Era sobre isso que esse livro que eu estava lendo dizia, e interligando isso a como as mulheres continuam sendo tratadas agora, essencialmente por não seguir o que é esperado delas”, ela explica. “Eu sinto que homens, e mulheres também até um certo nível, não estão completamente confortáveis com mulheres tendo uma plataforma pública, muito menos tendo opiniões e não tendo medo de discutir isso. Ainda é um gatilho para as pessoas.”

Ela faz referência a um verso da sua canção “Man’s World” em que ela canta, “Você achava que eu era uma bruxa séculos atrás. Agora você só me chama de vadia.”

Ela continua, “O Patriarcado definitivamente forçou o conceito de que mulheres não devem ser confiáveis, particularmente aquelas que estão em contato com a natureza e são intuitivas e usam remédios caseiros, porque acho que parte do que era a bruxaria de fato, eram apenas mulheres médicas.”

Conforme ela desvenda o conceito, fica ainda mais claro o porquê ela se conectou tão fortemente com essa ideia. Aos 35 anos, a artista “Primadonna” acabou de começar a assumir o controle do seu som e carreira. Enquanto escrevia “Man’s World”, ela decidiu formar uma equipe de produção inteiramente feminina para o álbum, bem como diretoras para seus videoclipes. “Eu só pensei: Isso é ridículo. Estou escrevendo sobre a experiência feminina e simplesmente não posso continuar a ter equipes de produção totalmente masculinas. Qualquer pessoa com uma plataforma deve se esforçar ao máximo para contribuir para aumentar a igualdade para todas as mulheres ou para todas as pessoas – humanos!”

No entanto, ela também se lembra de ter trabalhado no vídeo “Man’s World” com a diretora Alexandra Gavillet como uma das primeiras vezes que ela foi capaz de oferecer sua própria contribuição criativa para o vídeo. Diamandis lembra: “[Gavillet] estava tão aberta à colaboração e isso é uma experiência muito nova para mim, também com videoclipes – essa sensação de que sou capaz de contribuir e mudar as ideias e a visão de acordo com minha própria vontade.”

O vídeo, paradoxalmente, oferece um comentário sarcástico, mas, às vezes, comemorativo sobre noções estereotipadas de feminilidade ao longo da história em um cenário que parece refletir como a Grécia antiga teria se parecido durante a era do Instagram. E de acordo com Diamandis, ter uma perspectiva feminina atrás das câmeras fez toda a diferença. “Há literalmente um olhar feminino acontecendo”, explica ela.

“O poder feminino tem sido intimidante ou confuso para os homens e eles foram ensinados a nos temer ao invés de apreciar esse poder, porque eles foram ensinados a negar isso em si mesmos por muito tempo [porque] a feminilidade é considerada algo vergonhoso. Isso é algo que realmente inspirou o próprio álbum. Esse é o tema que permeia muitas das músicas.”

Para comemorar o lançamento do álbum, a cantora também anunciou sua turnê de 2022 pelos Estados Unidos e Europa. As pré-vendas começam na segunda-feira, 14 de junho, enquanto os ingressos restantes estarão disponíveis durante a sexta-feira, 18 de junho.

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